
O mercado de escritórios de alto padrão em São Paulo caminha para um cenário de vacância mínima até o fim de 2026, indicando forte absorção e escassez de oferta nesses espaços, segundo relatório divulgado pela consultoria Newmark e publicado pela Exame.
De acordo com a análise, regiões premium da capital paulista (como Faria Lima, JK e Paulista) continuam com elevada demanda por locação, o que, aliado à falta de novos projetos nesse segmento, deve manter a taxa de vacância próxima de zero. Esse fenômeno pode refletir um cenário de retomada e confiança no uso de espaços corporativos de alta qualidade, mesmo diante de mudanças nos modelos de trabalho.
Para Rafael Machado, CEO da plataforma Meu Imóvel, a perspectiva de vacância quase zero nas regiões nobres de São Paulo demonstra que o mercado de escritórios premium se mantém sólido: "As empresas especializadas em desenvolvimento de lajes corporativas deixaram de produzir novos edifícios nas regiões premium ao longo dos últimos anos. Isso sempre ocorre, pois a maturação desses projetos é longa e não foram idealizados para serem entregues nesses anos. Essa carência, somada ao aumento da procura de edifícios mais modernos, se traduz na baixa vacância que iremos observar no final deste ano."
O mercado imobiliário corporativo deve seguir em 2026 mais seletivo e equilibrado, com atenção concentrada em projetos localizados nas áreas de alto padrão da cidade. Segundo especialistas do Portal Portas, não se trata de um movimento de desaceleração, mas de um ajuste mais fino, no qual empreendimentos bem posicionados mantêm alta liquidez, enquanto produtos menos diferenciados tendem a perder atratividade.
Embora algumas regiões, como a Chácara Santo Antônio, ainda apresentem vacância elevada, há sinais de recuperação com absorção relevante em 2025; no entanto, o volume expressivo de novos escritórios previstos até 2026 pode pressionar o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo. Já nos eixos consolidados, a expectativa é de manutenção da liquidez, valorização dos ativos existentes e um cenário mais favorável para investidores e proprietários com visão de longo prazo.
"Com as empresas procurando lajes com projetos de alta tecnologia, localizados nas regiões privilegiadas da cidade, a valorização destes projetos continuará em alta. Assim, as empresas especializadas nesse segmento deverão seguir essa tendência, para garantir sua lucratividade e liquidez", destaca Machado.
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