
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que conversou com o senador Jayme Campos (União) após as críticas dele ao Governo e que reforçou que ele tem a candidatura à reeleição ao Senado garantida no partido, caso assim deseje.
Segundo Mendes, "nunca houve desentendimento" entre os dois, ao menos de sua parte, e que a conversa foi "clara e objetiva".
“Da minha parte, nunca houve desentendimento. Não entendi, porque de repente o senador começou a fazer críticas para várias áreas do Governo. Mas tive, sim, uma conversa muito clara e objetiva com ele e já disse que se quiser ser candidato ao Senado, tem vaga garantida como senador hoje no mandato”, disse à imprensa nesta quarta-feira (11).
O governador ressaltou que qualquer político do partido no cargo terá prioridade em disputar a reeleição. Além disso, repetiu que o senador tem liberdade para construir a candidatura ao Governo, caso queira, e que a decisão será feita nas convenções.
“Qualquer parlamentar, seja deputado ou vereador, tem regimentalmente vaga garantida para disputar essa vaga. Se ele [Jayme] quer construir uma candidatura para governador, ele é senador e tem toda a legitimidade para fazer essa construção”.
“A decisão do União Brasil, juntamente com o PP, que forma a União Progressista, será tomada lá nas convenções”, acrescentou.
Recentemente, Jayme tem feito ataques ao governo e ao governador. Ao defender sua candidatura, disse que não aceitará “imposições” dentro do partido, se referindo a uma possível decisão unilateral de Mendes sobre a definição da chapa, já que o governador preside o diretório estadual.
Em janeiro, acusou o Governo de não cobrar o pagamento do Fethab do ex-governador Blairo Maggi, o acusando de um “calote” de R$ 2 bilhões aos cofres estaduais. Depois, admitiu que o valor seria um “chute” e que não tinha provas.
Jayme tem se colocado como pré-candidato ao Governo do Estado. Entretanto, o grupo do governador no União prefere o apoio à candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Montagem de chapas
Questionado sobre o cronograma de reuniões formais do União Brasil para selar a montagem das chapas, Mendes minimizou a necessidade de grandes eventos institucionais agora.
Segundo ele, o momento atual — que antecede a janela partidária de março — é naturalmente marcado por uma ebulição de conversas de bastidores, nem sempre verdadeiras.
“Serão várias reuniões. Não precisa ter uma grande reunião formal. Nesse período, é natural que haja muitas conversas, muito diálogo, muita fofoca, muitas suposições, muitas mentiras e muito rame-rame. Mas teremos conversas formais, como todos os partidos”, completou.
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