
O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (3), defendeu a transição da escala 6x1 para o modelo 5x2 (dias de trabalho x dias de descanso na semana) e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte de salários. O parlamentar citou declarações do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Décio Lima, para sustentar que a medida pode gerar aumento de produtividade e consumo. Ele também argumentou que mudanças históricas na legislação trabalhista enfrentaram resistências semelhantes no passado.
— Sempre que o Brasil busca se modernizar, surgem resistências conservadoras que enxergam apenas como se fosse um impacto imediato, e não os ganhos estruturais. Foi assim com a jornada de oito horas, foi assim com as 44 horas, foi assim com o 13º salário, foi assim com o salário mínimo, foi assim com as férias remuneradas. A história demonstrou que ampliar direitos fortalece o mercado interno e dinamiza a economia — disse.
Paim destacou levantamento da 9ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, segundo a qual a maioria dos empreendedores avalia que o fim da escala 6x1 não trará impacto negativo aos negócios. O senador também defendeu que a mudança pode fortalecer o mercado interno e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
— Não tenho dúvidas de que o fim da escala 6x1 e o caminhar para a jornada de 40 horas semanais vão representar um avanço civilizatório: mais tempo para a família, mais tempo para a qualificação profissional, mais tempo para o descanso, mais tempo para o convívio social, mais saúde, mais dignidade. O trabalhador com dignidade produz mais, consome mais, move a economia — afirmou.
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