Sexta, 13 de Março de 2026
Tecnologia Tecnologia

Pesquisa revela “Paradoxo do Sono” nos hábitos de descanso

Levantamento internacional indica que a maioria das pessoas reconhece a importância do sono para a saúde e longevidade, mas ainda enfrenta dificuld...

13/03/2026 às 10h28
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Resmed
Resmed

Um novo estudo global conduzido pela Resmed para o Dia Mundial do Sono revela o que é descrito como o "Paradoxo do Sono": embora as pessoas reconheçam cada vez mais a importância do sono para a saúde geral e longevidade, muitas ainda têm dificuldade em traduzir essa consciência em ações significativas.

De acordo com a pesquisa, 84% dos entrevistados globalmente dizem saber que um sono consistente e de qualidade pode ajudar a prolongar uma vida saudável, e 53% consideram o sono adequado o comportamento mais importante para viver mais e melhor, à frente de fatores como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. Apesar dessa conscientização generalizada, 34% dizem que não buscaram aconselhamento de um profissional de saúde para melhorar sua saúde do sono, destacando uma clara lacuna entre conhecimento e ação.

Desafios persistentes do sono no mundo todo

Os resultados também mostram que, globalmente, mais da metade das pessoas diz que dorme bem quatro dias por semana ou menos. Além disso, 74% relatam acordar sem se sentir descansados pelo menos algumas noites por mês, sugerindo que as dificuldades de sono ainda são comuns no mundo.

Estresse e ansiedade estão entre os fatores mais comuns que causam interrupções no sono. Os entrevistados citam responsabilidades familiares, preocupações de saúde, pressões financeiras e demandas de trabalho como fatores-chave que afetam negativamente sua capacidade de descanso.

As consequências vão além da fadiga. Os participantes relatam que uma noite de sono ruim frequentemente resulta em maior irritabilidade e maior estresse, enquanto descanso adequado está ligado a maior energia, melhor foco e melhor equilíbrio emocional.

Camas compartilhadas, noites perturbadas

Os padrões de sono nos relacionamentos revelam outra dimensão importante do sono. No Brasil, 75% das pessoas em relacionamentos dizem que dormem com o parceiro todas as noites da semana.

No mundo, porém, compartilhar a cama nem sempre significa dormir sem interrupções. Entre os entrevistados globais que moram com o parceiro, 80% dizem que o sono é interrompido por causa deles, mais comumente devido ao ronco ou respiração forte (36%), ao parceiro acordar durante a noite (25%) ou ao uso de celulares ou tablets na cama (18%). No mundo todo, 56% das pessoas em relacionamentos dizem que dormem com seu parceiro todas as noites da semana.

Apesar dessas interrupções, muitos ainda associam dormir com o parceiro a benefícios para o relacionamento. A maioria diz que dormir com um parceiro tem um impacto positivo na comunicação e na conexão emocional dentro do relacionamento.

A tecnologia também tem desempenhado um papel crescente no acompanhamento da saúde do sono

Ao mesmo tempo, a tecnologia está desempenhando um papel cada vez mais importante em ajudar as pessoas a entenderem melhor seus padrões de sono. A adoção de dispositivos vestíveis de monitoramento do sono aumentou significativamente, passando de 16% dos entrevistados globais em 2025 para 53% globalmente em 2026.

Atualmente, 39% dos entrevistados dizem que monitoram o sono pelo menos uma vez por semana usando dispositivos vestíveis, como smartwatches, anéis ou pulseiras fitness. Entre esses usuários, 93% dizem ter feito mudanças no estilo de vida com base em insights de seus dispositivos, incluindo melhorar hábitos de sono, se exercitar com mais frequência e aumentar a hidratação diária.

A tecnologia vestível também pode incentivar um maior engajamento com a saúde. Globalmente, mais de 60% dos usuários de dispositivos vestíveis dizem que buscariam orientação médica se o dispositivo os alertasse sobre possíveis riscos à saúde, como pressão alta, doenças cardiovasculares, fibrilação auricular ou apneia do sono.

"Os dados mostram que estamos em um ponto de virada na forma como as pessoas veem a saúde do sono", diz Sofia Furlan, fisioterapeuta respiratória e do sono da Resmed. "Há uma maior conscientização sobre o papel que o sono desempenha no bem-estar geral, mas permanece uma lacuna entre entender sua importância e agir. Ao mesmo tempo, a tecnologia está capacitando as pessoas com novas ferramentas para entender melhor seu sono e tomar decisões informadas sobre sua saúde."

O estudo global da Resmed entrevistou participantes em vários países para entender melhor comportamentos, percepções e tendências emergentes relacionadas à saúde do sono, bem-estar e uso da tecnologia.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários