
Com mais de 250 mil operações em todo o Brasil, a Prestex, especializada em logística ultraexpressa B2B, completa 23 anos em março de 2026 com resultados de crescimento em um mercado pressionado por custos e instabilidade.
O setor de logística enfrenta pressões inéditas: os custos logísticos no Brasil atingiram R$ 1,96 trilhão em 2025, o equivalente a 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, segundo a consultoria Ilos. A alta do petróleo em março de 2026, que ultrapassou os US$ 100/barril em meio à guerra envolvendo o Irã, intensifica os custos de combustíveis e fretes, enquanto variáveis econômicas como câmbio, juros e inflação ampliam os desafios para produtores e transportadores.
"É exatamente neste cenário de instabilidade que a logística ultraexpressa ganha relevância por oferecer alternativas competitivas às indústrias em momentos críticos", explica o especialista em logística e CCO da Prestex, Marcelo Zeferino. Embora o modal aéreo represente apenas 0,1% a 3% da matriz de transportes brasileira, o executivo destaca que o aéreo movimenta cargas de alto valor agregado, como componentes industriais, produtos químicos e medicamentos.
Com 1.600 clientes ativos e crescimento de 23% na base, a Prestex reforça sua posição como parceira estratégica para indústrias que exigem precisão e agilidade. A fidelização é comprovada por contratos de mais de 10 anos com grandes clientes nos segmentos automotivo, químico, bebidas, saúde, papel e celulose, e reconhecida pelo selo do Instituto MESC em satisfação do cliente. O SLA da empresa (indicador que mede desempenho, qualidade e prazo) está em 99,8%.
Compliance
Para a chief compliance officer da Prestex, Elizabete Loz, a fidelização de clientes por mais de uma década reflete não apenas consistência operacional, mas também um modelo sólido de compliance. "Uma operação logística ultraexpressa envolve burocracia e exige agilidade, transparência e conformidade com leis e diretrizes. Ter um código de ética bem implementado, com engajamento da equipe, fortalece a competitividade e protege empresa, clientes e parceiros de riscos", afirma.
Em 2025, a companhia registrou crescimento de receita de 37%, impulsionado pelo aumento de operações de charters emergenciais para a indústria automobilística e sistemista — setor que demanda entregas críticas para evitar paralisações de produção e multas. Em termos de volume, a empresa transportou 4,2 toneladas, consolidando sua atuação no nicho de aviação comercial B2B.
Para o CEO e fundador da Prestex, Rodrigo Lizot, o crescimento da companhia está diretamente ligado à capacidade de atender emergências críticas. "O diferencial é a junção de tecnologia, alta performance e pessoas. Cada operação exige soluções específicas, o que torna o atendimento individualizado uma necessidade do setor", ressalta.
Lizot acrescenta que a velocidade do transporte aéreo viabiliza estratégias como o just in time, sincronizando entregas com a demanda e reduzindo custos de armazenagem. O modal também é considerado o mais seguro, com rastreamento contínuo e menor risco de danos ou perdas. Além disso, garante acesso a regiões remotas ou de difícil alcance, onde outros modais não chegam. Apesar dos custos mais elevados, a rapidez e a eficiência compensam, tornando o aéreo indispensável em operações críticas.
A aposta em tecnologia também tem sido decisiva para a Prestex. A empresa investe em inteligência artificial (IA) preditiva, automação de processos e CRM avançado para otimizar rotas, reduzir gargalos e aumentar a transparência com rastreamento em tempo real. Segundo a liderança, esses recursos liberam as equipes para se concentrarem no relacionamento humano, sem abrir mão da eficiência.
Para 2026, a Prestex pretende manter um crescimento acima da taxa média do PIB, aproveitando a ineficiência de outros modais para crescer no transporte aéreo ultraexpresso.
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