Sexta, 20 de Março de 2026
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Engenharia patrimonial ganha papel-chave nos investimentos

Estudos apontam que investidores de alta renda estão retirando recursos de bancos tradicionais para buscar blindagem na economia real. Pressionados...

20/03/2026 às 15h10
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Foto: CANVA
Foto: CANVA

O comportamento do investidor brasileiro de alta renda tem passado por uma transição estratégica, distanciando-se do perfil de "poupador tradicional". A busca por ativos da economia real, como a incorporação imobiliária e a geração de energia fotovoltaica, surge como resposta aos desafios de rentabilidade real encontrados nas aplicações de renda fixa convencional.

Análises do setor financeiro indicam que fatores como a incidência de Imposto de Renda (IR) sobre o rendimento nominal e o impacto da inflação podem levar o investidor a registrar ganhos reais reduzidos ou até estagnação patrimonial em períodos de volatilidade. A compreensão da taxa real de juros torna-se, portanto, fundamental para evitar a perda de poder de compra ao longo do tempo.

Neste contexto, a incorporação imobiliária é apontada como uma alternativa de alavancagem através do ganho na origem. Estudos técnicos sobre a Taxa Interna de Retorno (TIR) em empreendimentos imobiliários demonstram que a estruturação de projetos de construção pode oferecer retornos superiores aos índices de poupança e aplicações bancárias devido ao prêmio de risco e à valorização direta do ativo físico.

É nesse contexto que, do dia 23 ao dia 27 de março, o setor de gestão patrimonial contará com o "Desafio 3 Sistemas da Renda Passiva", evento digital conduzido por Adrian Carvalho, planejador financeiro (CFP) e CEO do Grupo Quartavia. O encontro focará no conceito de "Engenharia Patrimonial", apresentando métodos que integram ganhos na origem imobiliária com estratégias de locação tradicional, geração de renda recorrente e locação de curta estadia (short stay). Durante a programação, também será apresentado o "Canva da Construção de Patrimônio", uma ferramenta de mapeamento que combina os três motores essenciais para a consolidação financeira: aporte mensal, reserva de valor e capacidade de pagamento.

"A transição para a economia real permite ao investidor sair da posição de espectador do mercado para se tornar o dono da própria estrutura de geração de riqueza", afirma Carvalho. O evento apresentará estudos de caso sobre a aplicação do modelo fiduciário, focado na isenção e na busca por ativos que resistam a ciclos econômicos prolongados.

A programação de março abordará desde o diagnóstico de capacidade de aporte até a escolha técnica de parceiros para incorporação e gestão energética, visando a construção de autonomia financeira para famílias de alta renda.

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