Terça, 14 de Abril de 2026
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Logística verde avança com apoio da tecnologia

Práticas sustentáveis e soluções digitais ganham espaço no Brasil, com destaque para cabotagem e integração multimodal.

14/04/2026 às 11h47
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem de Freepik/tawatchai07
Imagem de Freepik/tawatchai07

A busca por operações logísticas mais sustentáveis tem se consolidado como prioridade no Brasil. O conceito de logística verde, que alia eficiência operacional à responsabilidade ambiental, vem ganhando relevância em um cenário marcado pela necessidade de reduzir emissões e otimizar recursos.

Estimativas da Grand View Research apontam que o mercado brasileiro deve atingir receita projetada de US$ 61 milhões até 2030, representando liderança na América Latina. O levantamento indica ainda que, em 2024, o país já respondia por 2,7% do mercado global.

De acordo com Rosa Amador, diretora comercial da Samsung SDS, a logística verde é entendida como um conjunto de práticas que busca equilibrar eficiência operacional e responsabilidade ambiental, reduzindo impactos ao longo de toda a cadeia de suprimentos. Para ela, o tema deixou de ser tendência e se tornou uma demanda real, impulsionada pela atenção crescente de empresas e consumidores às emissões e à origem dos produtos.

Apesar do avanço, os desafios permanecem. Segundo a executiva, a dependência do modal rodoviário, as longas distâncias e a infraestrutura desigual entre regiões dificultam a adoção de alternativas menos poluentes.

"Ainda existe um desequilíbrio na matriz de transporte, que limita a cabotagem e as ferrovias. Esses fatores tornam a logística mais custosa e aumentam o impacto ambiental das operações", afirma.

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostram que entre 85% e 90% do transporte nacional passa por rodovias e ferrovias. A meta é ampliar a participação ferroviária sem perder eficiência no setor rodoviário, que deve receber mais de R$ 200 bilhões em investimentos até 2030.

Com isso, a tecnologia surge como aliada estratégica, integrando dados, inteligência artificial e automação para permitir que as empresas prevejam demandas, ajustem fluxos e reduzam deslocamentos desnecessários. "Com esses recursos, é possível diminuir o consumo de combustível, reduzir emissões e melhorar a previsibilidade das operações", explica Rosa Amador.

Nesse contexto, a Samsung SDS tem apostado em soluções voltadas para eficiência e visibilidade, como ferramentas de otimização de rotas, consolidação de cargas e rastreabilidade completa. "Essa combinação pode evitar desperdícios e apoiar os clientes na construção de operações alinhadas a metas ESG", acrescenta.

Cabotagem desponta como alternativa

Um levantamento da Norcoast, divulgado pelo portal Mundo Logística, indica que o modal pode reduzir em até 89% as emissões de CO₂ no setor. Para Rosa Amador, a integração entre rodovia, cabotagem e ferrovia é fundamental para a evolução da logística sustentável.

"Esses modais oferecem maior capacidade de carga, menor custo por tonelada transportada e uma redução significativa de emissões. O desafio está na coordenação entre modais, e é justamente aí que a gestão especializada agrega valor", ressalta.

O uso de algoritmos de roteirização inteligente também contribui para ganhos ambientais. Ao analisar variáveis como trânsito, distância e perfil da frota, é possível reduzir quilômetros rodados e melhorar a taxa de ocupação dos veículos. "Esses ajustes operacionais têm impacto direto na redução do consumo de combustível e na queda das emissões de CO₂", destaca a executiva da Samsung SDS.

As perspectivas para os próximos anos incluem avanços em eletromobilidade, combustíveis alternativos e monitoramento em tempo real por IoT. Tecnologias emergentes como digital twins e sistemas de otimização alimentados por inteligência artificial generativa devem acelerar a descarbonização. "A automatização inteligente de processos e o uso de simulações permitirão melhorar a tomada de decisão ambiental", projeta a diretora.

Segundo ela, a transição para uma logística mais sustentável, no entanto, depende da colaboração entre empresas, operadores, governos e clientes. "Nossa missão é apoiar essa mudança com soluções que unam tecnologia, eficiência e responsabilidade ambiental. O Brasil tem grande potencial de se tornar um modelo de logística verde na América Latina", conclui a diretora comercial.

Para saber mais, basta acessar: https://www.samsungsds.com/la/index.html

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