
A discussão sobre patrimônio e estratégias de autonomia financeira reuniu empresários, empreendedores e especialistas em São Caetano do Sul, São Paulo. Entre os participantes, o ex-volante e ex-técnico Márcio Bittencourt, campeão brasileiro com o Corinthians. Ele contribuiu para relacionar experiências do esporte às reflexões sobre planejamento financeiro e sustentabilidade da aposentadoria.
O encontro abordou os desafios da construção de patrimônio em um cenário econômico marcado por inflação acima da meta, taxa Selic em 15% e aumento do endividamento das famílias. Além dessas dificuldades conjunturais, o envelhecimento da população chamou atenção para a sustentabilidade da aposentadoria.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de idosos no Brasil passou de 8,7% em 2000 para 15,6% em 2023, com projeção de alcançar 37,8% em 2070. Paralelamente, a expectativa de vida subiu de 71,1 anos em 2000 para estimativa de 83,9 anos em 2070. "Com o envelhecimento da população, é urgente buscar alternativas que garantam renda estável e autonomia financeira na velhice", apontou Jefferson Floriano, especialista em gestão patrimonial e CEO da Via Direta Consultoria.
Entre os temas apresentados, o consórcio como instrumento de formação de patrimônio. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam que o setor movimentou R$ 222 bilhões em créditos nos últimos seis meses, registrando crescimento de 30,5% e reunindo quase 12 milhões de cotistas no país.
Márcioc Bittencourt, campeão brasileiro com o Corinthians em 1990 como jogador e em 2005 como técnico, e que também atuou pela Seleção Brasileira, trouxe sua experiência profissional e reforçou a importância do planejamento. "Assim como no futebol, para construir patrimônio é preciso ter disciplina, saber o momento certo de agir e contar com o time certo ao lado", afirmou.
Os palestrantes usaram o vinho como metáfora para ilustrar os fundamentos do planejamento financeiro. "Assim como um rótulo de guarda, que precisa ser cuidadosamente produzido, envelhecido e apreciado com paciência, o patrimônio também exige tempo, conhecimento e estratégia para atingir seu pleno potencial", afirmou Floriano. "A taça da liberdade não se conquista com sorte; conquista-se com antecipação, visão e constância", completou.
O empresário Thiago Orosco participou do evento e contou sua percepção sobre o consórcio. "Hoje, o consórcio surge como uma alternativa estratégica, tanto para quem quer quitar um financiamento quanto para investir a longo prazo. O segredo está em identificar a oportunidade e contar com a expertise certa para fazer o dinheiro render além do que o mercado tradicional", disse.
A corretora de planos de saúde, Nani Matos, relatou que nunca havia pensado no consórcio como uma forma de investimento. "Sempre associei o consórcio a guardar dinheiro para, quem sabe, comprar algo no futuro. Nós, brasileiros, temos esse senso de urgência de querer o dinheiro na mão. Mas, ao entender que o consórcio é patrimônio e pode garantir o futuro, minha visão mudou. Muitos mitos caíram por terra", afirmou.
Além da mudança de perspectiva financeira, Nani também destacou a experiência do encontro: "A ligação com o vinho foi sensacional. Mostrou de forma prática que investimento, assim como um bom rótulo, precisa de paciência e visão para ser apreciado no tempo certo".
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