Sexta, 04 de Setembro de 2026
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DEX transforma número de telefone em chave de pagamento

Desenvolvida pela Ether Exchange e lançada em junho, a plataforma DEX substitui endereços longos de carteira por um identificador baseado no número de telefone para transferências de ativos digitais, em meio à expansão global dos pagamentos com st...

04/09/2026 às 15h24
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Divulgação DEX KEY
Divulgação DEX KEY

A forma como pessoas e empresas identificam quem vai receber uma transferência de ativos digitais ganhou um novo formato com a chegada do DEX ao mercado. Desenvolvida pela Ether Exchange, a plataforma de pagamentos opera de maneira descentralizada em blockchain e propõe substituir os endereços extensos de carteira, que costumam acompanhar esse tipo de operação, por um identificador único: o número de telefone.

Batizado de Chave DEX, o recurso permite que qualquer número telefônico, com código de país e de área, seja cadastrado como referência para envio e recebimento de ativos. Em vez de copiar e conferir longas sequências de caracteres, o usuário informa a Chave DEX do destinatário e visualiza os dados da operação antes de confirmá-la. Entre os ativos que circulam no ecossistema estão o Bitcoin (BTC), as stablecoins USDT e USDC e o BRT, ativo digital referenciado no real.

Pagamentos digitais em expansão e impasses

O lançamento acontece em um cenário de avanço das stablecoins. Segundo a TRM Labs, as stablecoins responderam por cerca de 30% de todo o volume de transações on-chain de criptoativos em 2025, com crescimento de 83% ante o mesmo intervalo do ano anterior. O movimento acompanha a procura por transferências mais rápidas e por exposição a moedas fortes, especialmente em economias marcadas por inflação e por barreiras cambiais. Em regiões com histórico de instabilidade monetária, os ativos atrelados a moedas de referência passaram a ser utilizados tanto para pagamentos quanto para preservação de valor no curto prazo.

Esse crescimento contrasta com o custo das operações internacionais tradicionais. De acordo com o Banco Mundial, o valor médio global para envio de remessas foi de 6,36% no terceiro trimestre de 2025, mais que o dobro da meta de 3% definida no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10.c. Entre os canais bancários, o percentual chega a quase 15%, o que ajuda a explicar o interesse por soluções construídas sobre blockchain.

É nesse intervalo entre o custo das remessas tradicionais e a proposta das redes blockchain que a plataforma posiciona sua estrutura de tarifas. Nas operações entre usuários do próprio ecossistema, chamadas DEX-to-DEX, a empresa informa não cobrar taxa própria, com incidência apenas dos custos da rede blockchain, quando aplicáveis. Já nas transferências DEX-to-Fiat, em que o valor sai da plataforma e o destinatário recebe em moeda fiduciária local, as condições variam conforme o país, a moeda e a modalidade contratada.

Segundo a companhia, parte das rotas disponíveis opera com taxa média de 0,7%, com envio iniciado de forma imediata e disponibilização do valor em moeda local em cerca de 60 minutos, prazo que varia de acordo com o destino e com a infraestrutura utilizada em cada corredor.

A proposta do DEX não é substituir a tecnologia blockchain, e sim tornar seu uso mais próximo de ferramentas digitais já incorporadas ao cotidiano. Para começar a utilizar a plataforma, o usuário realiza cadastro, passa por procedimentos de verificação de identidade e habilita o número de telefone como Chave DEX.

A cada operação, valores e condições aplicáveis são exibidos antes da confirmação. A camada de identificação por telefone procura diminuir uma das fricções mais recorrentes do setor, o risco de erro na digitação ou na cópia de endereços, etapa em que uma transferência pode seguir para um destino incorreto e sem possibilidade de reversão.

Uma camada voltada também para empresas

Além do público individual, o projeto contempla o modelo Participante DEX, destinado a companhias que desejam desenvolver a própria base de usuários e ativar Chaves DEX vinculadas à operação. Conforme a modalidade contratada, essas empresas podem participar comercialmente das receitas geradas pela movimentação dessa base, o que amplia o papel da plataforma de ferramenta de transferência para infraestrutura de circulação de ativos digitais.

A modalidade DEX-to-Fiat atende também a companhias que precisam pagar fornecedores, parceiros ou operações no exterior sem que o recebedor permaneça com o valor em ativos digitais, situação em que a liquidação em moeda local costuma ser condição do próprio contrato.

Para Rodrigues, cofundador do DEX, a plataforma procura aproximar a experiência das transações em blockchain de padrões já conhecidos pelo público. "O DEX tem a agilidade do Pix, mas é global e 100% na blockchain", afirma.

O posicionamento é compartilhado por Tom Souto, diretor comercial (CCO) e cofundador do DEX, que associa a simplicidade do identificador à ampliação do alcance da tecnologia. "As pessoas nunca mais vão precisar pedir carteira e rede, pois a chave DEX resolve isso com maestria e simplicidade; A CHAVE DEX é a única solução que de fato furou a bolha dos criptoentusiastas", declara.

Sintetizada no conceito de marca "O telefone virou chave", a plataforma chega em um momento de convergência entre meios de pagamento, ativos digitais e operações internacionais. Ao transformar um dado corriqueiro em identificador de transações, o DEX se insere no debate sobre como diminuir a complexidade que ainda cerca a movimentação de criptoativos, à medida que o volume desse mercado se aproxima de patamares antes restritos aos sistemas financeiros convencionais.

Para mais informações sobre a plataforma, basta acessar: https://dexkey.finance/

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