Segunda, 05 de Outubro de 2026
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Cirurgia robótica amplia precisão e segurança na Urologia

Com imagens em 3D ampliadas e instrumentos articulados comandados pelo cirurgião, a técnica minimamente invasiva oferece menos sangramento, menos dor e recuperação mais rápida no tratamento do câncer de próstata, dos tumores renais e da hiperplasi...

05/10/2026 às 14h53
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem do Magnific/IA
Imagem do Magnific/IA

A cirurgia robótica na urologia é um procedimento minimamente invasivo usado no tratamento de órgãos do sistema urinário e do aparelho reprodutor masculino. É realizada por meio de três a cinco pequenas incisões no abdome.

Por essas incisões são introduzidas uma câmera, que gera imagens em três dimensões (3D) com ampliação de até dez vezes, e pinças delicadas conectadas a braços robóticos. O cirurgião comanda cada movimento em tempo real a partir de um console instalado na sala cirúrgica, enquanto um cirurgião auxiliar permanece ao lado do paciente, comandado pelo cirurgião a partir de um console — uma espécie de mesa de comando ao lado do paciente, de onde o médico controla cada movimento em tempo real.

Segundo o Dr. Aissar Eduardo Nassif, urologista e especialista em cirurgia robótica, a urologia foi, entre as especialidades, a área em que a técnica mais se desenvolveu. "A ampliação da imagem e a liberdade de movimento do punho robótico trouxeram uma nova visão da anatomia e mais precisão cirúrgica. Grande parte das cirurgias urológicas feitas por via aberta ou laparoscópica hoje também pode ser realizada com o robô", explica.

O câncer de próstata no Brasil

De acordo com a publicação "Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil", do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 781 mil casos novos de câncer por ano no triênio, ou aproximadamente 518 mil quando se excluem os tumores de pele não melanoma. Entre os homens, o câncer de próstata ocupa o primeiro lugar, com 77.920 casos novos estimados por ano, o que corresponde a cerca de 30% dos diagnósticos masculinos. Na estimativa anterior, o número era de aproximadamente 71 mil casos anuais.

Benefícios para o paciente

A próstata, por estar na pelve, é um órgão de difícil acesso. "A imagem ampliada, o instrumental delicado e os sete graus de liberdade das pinças, que superam a amplitude do punho humano, permitem dissecção e reconstrução precisas em espaços confinados", destaca o urologista.

Na prática, isso se traduz em menor sangramento, menos dor no pós-operatório e menor tempo de internação. No câncer de próstata, a preservação do esfíncter urinário e das estruturas nervosas favorece a recuperação do controle da urina e da função erétil. "O objetivo é associar o controle do câncer à melhor qualidade de vida possível depois da cirurgia", resume.

Indicações da Cirurgia Robótica

A cirurgia robótica pode ser indicada no tratamento do câncer de próstata, de rim, de bexiga e da glândula adrenal, além da hiperplasia prostática benigna (HPB) de grande volume.

"Em próstatas muito aumentadas, a robótica permite remover o tecido que cresceu de forma definitiva, com recuperação rápida e bons resultados a médio e longo prazo. Também é possível tratar cálculos ou divertículos da bexiga no mesmo procedimento", conta o cirurgião.

Cobertura pelos planos de saúde

Em 15 de dezembro de 2025, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a inclusão da prostatectomia radical assistida por robô no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, tornando-a a primeira cirurgia robótica de cobertura obrigatória pelos planos no país. A medida seguiu recomendação da Conitec, publicada em outubro de 2025. A cobertura vale desde 1º de abril de 2026 para pacientes com câncer de próstata localizado ou localmente avançado, conforme a Resolução Normativa nº 654/2025 e a Diretriz de Utilização nº 173.

O que diz a regulamentação

No Brasil, a cirurgia robótica é regulamentada pela Resolução CFM nº 2.311/2022, que a classifica como procedimento de alta complexidade. A norma determina que o procedimento seja feito somente por médico com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área cirúrgica correspondente e com treinamento específico em cirurgia robótica, obtido na residência ou em capacitação prevista pela própria resolução.

A resolução exige ainda hospital preparado para alta complexidade e ao menos dois cirurgiões: o principal, responsável pelo procedimento e pelo comando do robô, e um auxiliar ao lado do paciente, apto a assumir a cirurgia em caso de emergência ou falha do equipamento. Cabe também ao diretor técnico do hospital garantir a competência e a capacitação dos cirurgiões.

Nem todo caso é igual

Como qualquer cirurgia, o procedimento robótico tem riscos, e nem todo paciente é candidato. A indicação depende do tipo e do estágio da doença, das condições clínicas e de cirurgias anteriores. "A tecnologia é uma ferramenta. O que define o resultado é a indicação correta e a experiência da equipe", pondera o Dr. Aissar.

Formação do cirurgião

Além das exigências do CFM, o especialista observa que a curva de aprendizado é longa. Em sua avaliação, o cirurgião deve operar ao menos 50 casos sob supervisão de um profissional mais experiente e acumular entre 100 e 150 casos para alcançar a consistência que a tecnologia permite. "É fundamental ter experiência prévia em cirurgia oncológica ou no tipo de procedimento que será realizado", orienta.

O paciente que recebe indicação de cirurgia urológica deve conversar com seu urologista sobre as opções de tratamento e sobre qual abordagem é a mais adequada para o seu caso.

Para saber mais sobre o Dr. Aissar Eduardo Nassif, basta acessar seu site oficial: https://draissarnassif.com/

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