
As doenças de pele foram recentemente destacadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como prioridade de saúde global. A iniciativa alerta que os sinais cutâneos podem servir como indicadores precoces de diversas outras doenças quando corretamente avaliados, e que essas condições, por serem visíveis, frequentemente provocam estigma, discriminação e sofrimento emocional.
Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), divulgados pelo jornal O Estado de Minas, mostram que 54% da população brasileira com 16 anos ou mais — cerca de 90 milhões de pessoas — nunca consultou um dermatologista, e apenas 6% mantêm consultas regulares. Entre jovens de 16 a 24 anos, a ausência de atendimento chega a 70%, e entre idosos acima de 60 anos, a 46%.
O Dr. Giacomo Tonial, explica que o cuidado estético com a pele pode refletir a saúde geral do organismo. "A pele é o maior órgão do corpo humano, atuando na proteção, regulação térmica e síntese de vitamina D. Alterações cutâneas podem ser o primeiro sinal de doenças sistêmicas e manter a pele saudável auxilia na prevenção de infecções e condições crônicas".
Segundo ele, manchas, feridas que não cicatrizam, coceiras persistentes e alterações de cor e textura podem indicar desde distúrbios hormonais até doenças autoimunes, infecciosas ou metabólicas. Ele ressalta que eritema nodoso, melasma, hiperpigmentação, vasculites e lesões ulceradas são exemplos de manifestações cutâneas associadas a patologias sistêmicas.
O médico enfatiza que a hanseníase é uma doença sistêmica com manifestações neurodermatológicas que exige atenção especializada. Quando diagnosticada no início, pode ter suas sequelas minimizadas. O diagnóstico e o tratamento adequados preservam tanto a saúde quanto a qualidade de vida do paciente.
Diagnóstico da hanseníase
Conforme apresentado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a hanseníase é uma doença infecciosa que afeta principalmente a pele, os nervos, a mucosa das vias respiratórias superiores e os olhos. Segundo a entidade, o aparecimento dos primeiros sintomas pode variar de meses a anos, após adquirir a infecção. A doençaa tem cura e o tratamento oferecido reduz consideravelmente as chances de incapacidade.
Os sinais precoces da doençaa são manchas brancas, avermelhadas ou marrons na pele, geralmente indolores e com alteração de sensibilidade, como dormência, formigamento e ausência de transpiração. Além disso, podem ocorrer redução ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa e tátil em áreas específicas da pele, perda de pelos e diminuição da força muscular em mãos, braços, pés e pernas, podendo evoluir para comprometimento de nervos.
"A hanseníase pode ser detectada precocemente principalmente pela observação de sinais e sintomas, associada ao exame clínico neurodermatológico realizado por especialista. Outros métodos de diagnóstico precoce adotados são testes de sensibilidade, teste rápido sorológico, exames complementares, como baciloscopia, e em alguns casos eletroneuromiografia, ultrassonografia de nervos e sorologia anti-PGL-1", explica o médico.
Segundo o especialista, o diagnóstico precoce reduz significativamente o risco de sequelas físicas, limitações funcionais e estigmas sociais, e possibilita um tratamento mais curto e eficaz. "Identificar lesões cutâneas iniciais, como manchas hipopigmentadas e dormência, é crucial para evitar incapacidades e disseminação, melhorando o prognóstico dos pacientes".
O Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2025, elaborado pelo Ministério da Saúde, revelou dados alarmantes na proporção de casos diagnosticados com graus de incapacidade física. Entre 2014 e 2023, a proporção de casos sem incapacidade física no momento do diagnóstico diminuiu 23,1%, enquanto os casos com grau 1 aumentaram 48,5% e os de grau 2, 69,7%. O relatório aponta que esses dados sugerem atrasos no diagnóstico.
Cuidado integral e humanizado
O médico pontua que a avaliação clínica e neurodermatológica integrada é essencial para identificar problemas que afetam tanto a saúde quanto a autoestima. "Praticar a escuta ativa, estabelecer relação de confiança, adaptar protocolos às necessidades individuais e orientar sobre hábitos saudáveis garantem um cuidado mais humanizado e resultados mais duradouros e satisfatórios".
Para o especialista, na perspectiva da dermatologia e medicina estética, os tratamentos podem impactar a autoestima e o bem-estar emocional dos pacientes. "Além de melhorar a aparência, os procedimentos podem promover satisfação pessoal, melhorar relações interpessoais e contribuir para uma autopercepção positiva e qualidade da saúde mental".
Por fim, o Dr. Giacomo Tonial reforça que a abordagem integral e humanizada contribui para vínculos de confiança que aumentam a segurança e a adesão ao tratamento "Valorizar o paciente como indivíduo, ouvir suas demandas e respeitar expectativas garante uma relação mais próxima, acolhedora e eficaz", conclui.
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