
Empresas globais estão acelerando a incorporação de inteligência artificial em suas plataformas corporativas. Grandes fornecedores de software corporativo ampliaram a corrida por IA aplicada a sistemas de gestão. A Workday assinou acordo para adquirir a startup de IA Sana por US$ 1,1 bilhão, mirando agentes inteligentes nativos para finanças e recursos humanos (RH) e integrando busca, aprendizagem e automação em sua base de dados empresarial — movimento anunciado em setembro de 2025 durante seu evento anual.
No Brasil, um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), em parceria com a International Data Corporation (IDC), revelou que os investimentos em Tecnologia da Informação atingiram US$ 58,6 bilhões em 2024, com crescimento projetado de 9,5% para 2025. O levantamento indica que os investimentos em nuvem pública podem chegar a US$ 3,5 bilhões. Os investimentos em projetos de IA generativa e soluções de ERP (do inglês, Enterprise Resource Planning) também alcançarão crescimento expressivo. Esse dado reforça que a digitalização de processos core entra no orçamento prioritário das empresas.
67% das empresas brasileiras colocam a inteligência artificial entre suas prioridades estratégicas para este ano. Nesse contexto, Wagner Sabino dos Santos, Consultor Técnico e especialista em SAP Analytics (do inglês, Systems Applications and Products in Data Processing), avalia que o salto de produtividade virá da combinação entre engenharia de dados e ERP em nuvem com recursos de IA embarcados. Ele comenta que essa ampla adesão exige maturidade não só tecnológica, mas de gestão de dados, equipe especializada e integração entre módulos de ERP, BI e automação. "Não basta ter IA disponível, é preciso que ela esteja bem alimentada pelos dados certos e governada de forma segura, com clareza de papéis e responsabilidade pelos modelos", complementa.
Em 2025, as empresas estão cada vez mais adotando IA para análise avançada, automação e tomada de decisão baseada em dados. Segundo análise da Forbes sobre plataformas corporativas de dados, tecnologias open source e APIs modernas estão redefinindo como grandes corporações estruturam seus ambientes SAP e sistemas de dados. Wagner frisa que tendências globais de plataformas de dados — IA com código aberto, arquiteturas híbridas e orquestração entre cloud, on-prem e edge — reforçam a necessidade de desenho arquitetural sólido. "Sem uma fundação de dados bem governada, a IA vira piloto de teste, não motor de negócio".
Conforme anúncio da SAP, o lançamento do SAP Business AI no segundo trimestre de 2025 trouxe novidades para automação de insights, recomendações baseadas em IA e melhoria no uso analítico de dados internos. Wagner observa que essa funcionalidade agiliza a resposta dos sistemas de gestão frente a cenários voláteis. "Quando se une o ERP SAP com algoritmos que aprendem com dados operacionais em tempo real, a empresa ganha robustez nos processos e pode prever gargalos antes que eles impactem o negócio. Agentes e automação embutidos nas rotinas do ERP são multiplicadores: padronizam, auditam e antecipam exceções com base em dados confiáveis", afirma.
Países como os Estados Unidos têm uma chance "dourada" de impulsionar competitividade econômica e tecnológica nos próximos anos, por meio de grandes investimentos em infraestrutura de IA, capacitação em larga escala e políticas públicas que favorecem inovação aberta. Wagner comenta que esse modelo reflete práticas que empresas brasileiras já deveriam incorporar: "A construção de plataformas de dados confiáveis, treinamentos práticos e investimentos robustos em capacidades técnicas — especialmente em arquiteturas SAP BW/4HANA com integração de dados em tempo real — são ingredientes que transformam inovação em vantagem competitiva."
Como parte da estratégia de inovação, as organizações estão incluindo agentes de IA entre suas primeiras contratações. Agentes de IA — sistemas automatizados capazes de responder, aprender e atuar a partir de dados operacionais — podem liberar o time humano para tarefas de maior valor, aumentando a agilidade e reduzindo erros operacionais. Wagner observa que isso se alinha diretamente com o que já vem fazendo com SAP Business AI, SAC e fluxos de automação: "Quando se inclui um agente de IA desde o início de um projeto SAP, estruturado sobre CDS Views, modelagem híbrida e governança de dados, os benefícios vão muito além da automação: são visibilidade, previsibilidade e menos retrabalho."
A trajetória profissional de Wagner Sabino dos Santos dá suporte concreto a essa visão. Com mais de 10 anos de experiência em uso de SAP Business Intelligence e Governança de Dados, ele coordenou implementações globais em clientes que demandavam uso intensivo de SAP HANA, SAP Analytics Cloud e integração de múltiplas fontes de dados SAP e não-SAP. Entre os projetos, liderou o upgrade do SAP BW 7.5 on HANA para BW/4HANA na Infraestruturas de Portugal (IP), com otimização de queries e processos massivos; a migração e governança analítica dos CTT – Correios de Portugal para BW/4HANA, reduzindo a atualização de relatórios de 1 hora para 12 minutos; reestruturações de dados na Unipar com ganhos de performance e economia; modernização com Datasphere + SAC na Brandcare (queda de 70% no tempo de relatórios e €180 mil/ano em economia); e projetos de Azure Data Lake na Messer e na Comgás, com padronização e aceleração de ingestão e reporting.
Para Wagner Santos, reconhecido internacionalmente pela sua participação no desenvolvimento de soluções relacionadas a arquiteturas com BW/4HANA, Datasphere, SAC, S/4HANA Embedded Analytics e integrações SAP e não-SAP (ETL, ODP, APIs), o futuro da modernização corporativa passa pelo uso estratégico de IA, fluxos de dados bem arquitetados e adoção de ERPs modernos. Ele projeta que as empresas brasileiras que investirem em automação, visualização analítica e plataformas SAP integradas estarão mais preparadas para competir globalmente. O desafio, segundo Wagner, será transformar inovações tecnológicas em soluções sustentáveis e escaláveis, entregues com segurança, eficiência e foco nos resultados de negócio.
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