
A automação de processos de negócio deixou de ser tendência e tornou-se necessidade em 2025. Um estudo da Forrester aponta que 75% das organizações globais já têm iniciativas de automação entre suas prioridades estratégicas. Esse movimento é impulsionado pela pressão por eficiência, pela velocidade das mudanças no mercado e pela busca de maior flexibilidade tecnológica. Nesse contexto, a escolha entre Business Process Management (BPM) e plataformas Low-Code ganha protagonismo.
Em 2025, quando as empresas precisam agir em alta velocidade, a pergunta “BPM ou Low-Code?” nunca foi tão relevante. Esse debate não é novo — desde os primeiros sistemas de BPM, as empresas se veem diante dessa escolha. Segundo Alexandre Klippert, gerente de produtos da SimpleOne, “entender a trajetória dessas tecnologias ajuda a enxergar com clareza onde estamos hoje e para onde o mercado caminha”.
Uma Breve História do BPM
Anos 1980: Processos no Papel
Naquela época, empresas literalmente rodavam em cima de diagramas. Processos eram mapeados em papel, aprovações levavam semanas e qualquer mudança exigia longas reuniões. As ferramentas eram simples: flip chart e lápis. “O mais próximo de automação vinha dos primeiros sistemas de ERP, mas os processos permaneciam praticamente ‘gravados em pedra’”, relembra Alexandre Klippert, gerente de produtos da SimpleOne.
Anos 2000: O Surgimento do BPMN 2.0 e os Primeiros Sistemas Digitais
Com o avanço tecnológico, surgiu a necessidade de uma linguagem padrão para descrever processos de negócio. Em 2004, nasceu o BPMN (Business Process Model and Notation), que trouxe um vocabulário comum para modelagem de processos. Grandes players como IBM e Oracle lançaram sistemas de BPM digitais, ajudando empresas a automatizar fluxos de trabalho.
Anos 2020: BPM Clássico Enfrenta Desafios de Velocidade e Flexibilidade
Com a transformação digital e a velocidade das mudanças de mercado, os sistemas tradicionais de BPM começaram a parecer rígidos demais. “As empresas passaram a exigir soluções ágeis, capazes de se adaptar rapidamente sem ciclos longos de desenvolvimento. Foi nesse cenário que o Low-Code ganhou força”, observa Alexandre.
Hoje, a automação vai muito além de desenhar fluxos: trata-se de quão rápido e flexível um processo pode ser ajustado. “O BPM deixou de ser apenas um sistema rígido e tornou-se um ecossistema diversificado, que incorpora metodologias, plataformas e novas tecnologias”, resume Klippert.
“Essa evolução representou um salto da burocracia em papel para plataformas digitais capazes de trazer mais transparência e controle. Mas, como toda tecnologia, o sucesso depende da escolha correta da ferramenta e da sua configuração para o contexto específico de cada empresa”, avalia Peter Jilinski, diretor regional da ITGLOBAL.COM, distribuidora da solução SimpleOne no Brasil e América Latina.
Quais Problemas um BPMS Resolve?
Um sistema de BPM pode ser visto como um verdadeiro canivete suíço para os negócios: ajuda a organizar fluxos, automatiza tarefas repetitivas e garante o acompanhamento dos indicadores-chave da operação. “Na prática, vemos nossos clientes enfrentando três grandes dores que um BPMS resolve muito bem: otimização de processos, automação de tarefas e análise de indicadores”, aponta Peter.
Otimização de Processos
Exemplo prático é o fluxo de aprovação de férias em grandes empresas. Antes, cada solicitação passava por várias etapas e gestores, gerando atrasos. “Com um BPMS, configuramos fluxos de aprovação claros e automatizados, reduzindo atrasos e tornando todo o processo mais ágil e eficiente”, destaca Peter.
Automação de Tarefas
Sistemas de BPM são ideais para automatizar atividades rotineiras e repetitivas. Isso reduz a chance de erros humanos, acelera execuções e garante maior previsibilidade. “Um exemplo muito comum é a aprovação de documentos, que antes consumia horas de trabalho. Hoje, todo o fluxo acontece de forma automática, com notificações enviadas no momento certo”, explica Anna.
É importante ressaltar, no entanto, que esses sistemas funcionam melhor em processos já bem definidos e com regras claras. “Quando o fluxo é muito atípico ou muda constantemente, a automação pode exigir ajustes extras ou apresentar limitações”, alerta Alexandre.
Análise de KPIs
Para avaliar se os processos realmente estão funcionando, é preciso acompanhar os indicadores-chave de desempenho (KPIs). “O BPMS oferece painéis de monitoramento em tempo real, mostrando gargalos e pontos de melhoria. Se um SLA está em risco, o sistema dispara alertas automáticos para os responsáveis”, afirma Anna.
Novas Tendências de Mercado em 2025
O mercado de Business Process Management (BPM) segue em rápida transformação em 2025. Empresas estão adotando tecnologias inovadoras e se ajustando a novos cenários de negócio. De acordo com os especialistas da SimpleOne, três tendências principais devem pautar o setor neste ano.
Soluções Low-Code/No-Code
De acordo com dados do IDC, mais de 60% das organizações já utilizam ou planejam adotar plataformas de desenvolvimento Low-Code/No-Code até 2026. “Essas tecnologias aceleram o desenvolvimento e reduzem a dependência de equipes de TI altamente especializadas”, ressalta Peter.
Integração do BPM com Inteligência Artificial (IA)
A inteligência artificial está se tornando parte essencial dos sistemas modernos de BPM. Dados da McKinsey mostram que 78% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma função de negócios, incluindo operações, marketing, vendas e TI, e 36% aplicam IA especificamente em operações de serviços, como atendimento ao cliente e suporte técnico.
“Essa integração traz ganhos claros: automação de tarefas rotineiras, decisões mais inteligentes baseadas em dados e maior capacidade de adaptação às mudanças do mercado”, comenta Anna Souza, diretora de tecnologia da SimpleOne.
Democratização da Automação
O avanço das plataformas LCNC e das tecnologias de automação acessíveis permite que profissionais sem formação em desenvolvimento criem e configurem suas próprias aplicações de negócio. “Isso reduz a distância entre áreas de negócio e TI, acelera a resposta às demandas do mercado e eleva a eficiência operacional”, conclui Peter.
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