
A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície de padrão masculino ou feminino, é a forma mais comum de perda de cabelo no mundo. A origem da condição pode ser multifatorial, envolvendo predisposição genética, questões hormonais e fatores ambientais.
Perder cabelo pode ser um desafio emocional e social. De acordo com um estudo publicado na revista científica National Library Of Medicine, a alopecia androgenética — causa mais comum da calvície — afeta cerca de 80% dos homens e 50% das mulheres ao longo da vida. A condição é crônica, progressiva e multifatorial, podendo envolver predisposição genética, alterações hormonais, alimentação, estresse e fatores ambientais.
Diante do cenário, de acordo com o médico Dr. Décio Montresor, cirurgião capilar e membro da Sociedade Brasileira de Restauração Capilar (SBRCC), "a medicina capilar vive um momento de transformação. Mais do que restaurar fios, os tratamentos modernos buscam devolver aos pacientes confiança, bem-estar e qualidade de vida".
Para o especialista, compreender o paciente como um todo é essencial para indicar o melhor caminho. "Cada caso é único. Antes de pensar em cirurgia, é fundamental entender o que está por trás da queda: hormônios, genética, estilo de vida e até questões emocionais. A abordagem deve ser multidisciplinar. O foco precisa estar no equilíbrio global do paciente, não apenas no couro cabeludo", explica.
Diagnóstico completo e plano individualizado
De acordo com o especialista, o primeiro passo para tratar a calvície é uma avaliação médica detalhada. "Esse processo inclui histórico clínico, exames laboratoriais, tricoscopia digital (exame de alta precisão que avalia os fios e folículos) e, em alguns casos, biópsia do couro cabeludo", explica Dr. Décio Montresor.
"O diagnóstico bem-feito é o alicerce de qualquer tratamento eficaz. A partir dele, conseguimos identificar a causa principal e traçar um plano que pode combinar diferentes abordagens — clínicas, terapêuticas e, quando indicado, cirúrgicas", afirma.
Além dos fatores biológicos, a autoestima também é considerada parte do diagnóstico. "O cabelo tem um papel simbólico muito forte na identidade. Quando o paciente se vê de novo com cabelo, ele recupera a confiança, a alegria e até a postura muda", acrescenta o especialista.
Tratamentos clínicos e terapias regenerativas
A medicina capilar avançou significativamente em terapias não cirúrgicas. Entre os recursos utilizados estão medicamentos tópicos e orais, microinfusão de medicamentos (MMP), microagulhamento médico, terapia a laser de baixa intensidade (LLLT) e tratamentos regenerativos com uso de exossomos.
Esses procedimentos estimulam o crescimento dos fios, melhoram a oxigenação do couro cabeludo e fortalecem os folículos existentes.
"As terapias regenerativas têm sido um marco. Elas atuam no ambiente do folículo, estimulando a regeneração celular e prolongando a fase de crescimento do cabelo. O resultado é mais estável e natural", explica o especialista.
De acordo com ele, a adesão ao tratamento e o acompanhamento periódico são fundamentais. "A calvície é uma condição crônica e precisa de manutenção contínua. O acompanhamento permite ajustes finos e garante resultados duradouros", destaca.
Transplante capilar: precisão, tecnologia e naturalidade
"Quando o quadro já apresenta áreas com perda definitiva de folículos, o transplante capilar pode ser indicado como complemento ao tratamento clínico", afirma Dr. Décio Montresor. "A técnica FUE (Follicular Unit Extraction) — uma das mais modernas — permite a extração individual de unidades foliculares da área doadora e o implante em regiões calvas ou rarefeitas, sem cicatriz linear e com recuperação mais rápida", complementa.
"A FUE revolucionou o conceito de transplante capilar. É um procedimento minimamente invasivo, realizado fio a fio, o que busca garantir um resultado extremamente natural, tanto na linha frontal quanto na densidade geral", explica o profissional. "A técnica também permite aplicações de alta precisão, como correção de falhas pontuais, reconstrução de barba ou mesmo reparo de cicatrizes", acrescenta.
Para Dr. Décio Montresor, a escolha da técnica ideal depende de fatores individuais — como o grau da calvície, a qualidade da área doadora e as expectativas do paciente. Por isso, a avaliação deve ser sempre personalizada.
Apesar dos avanços, o médico ressalta que a cirurgia é apenas uma parte do processo. "Mais do que devolver cabelo, o objetivo é devolver autoestima e naturalidade. O transplante é uma ferramenta dentro de um plano maior, que inclui saúde capilar, nutrição, controle hormonal e acompanhamento médico", observa.
Sobre o especialista
Dr. Décio Montresor é cirurgião capilar, membro da Sociedade Brasileira de Restauração Capilar (SBRCC) e está à frente da Clínica Montresor, em Jundiaí (SP).
Para mais informações, basta acessar: https://deciomontresor.com.br/
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