
A FutureClimate e o IPÊ — Instituto de Pesquisas Ecológicas firmaram acordo de cooperação para impulsionar projetos de carbono e restauração florestal de grande escala na região do Sistema Cantareira. A iniciativa reforça o compromisso das instituições com a regeneração de biomas estratégicos e o fortalecimento da sociobioeconomia, integrando ciência, conservação e finanças climáticas.
O acordo nasce a partir da expertise técnica e científica do IPÊ no Sistema Cantareira de abastecimento, por meio, em especial, do projeto Semeando Água e de atividades de restauração com parceiros governamentais e da iniciativa privada, que já garantiu mais de 700 mil árvores em uma das mais estratégicas regiões de Mata Atlântica, para a resiliência hídrica e climática.
O protocolo de intenção, assinado em evento na Casa IPÊ, durante a COP30, em Belém, afirma que as ações serão desenvolvidas de forma colaborativa, em articulação com outros parceiros e investidores, compondo um esforço coletivo para acelerar a agenda de restauração ecológica e contribuir para metas nacionais e globais de clima e biodiversidade.
Além da recomposição florestal, o escopo do acordo inclui iniciativas voltadas à formação e fortalecimento da cadeia da sociobioeconomia, entre elas:
Pelo acordo, a FutureClimate apoiará a estruturação financeira e gestão dos fundos de impacto que viabilizarão as iniciativas, bem como o desenvolvimento, coordenação e acompanhamento dos projetos de carbono vinculados à restauração.
O IPÊ, por sua vez, atuará como implementador na execução de projetos específicos, conforme contratos firmados para cada frente de trabalho, observando padrões de qualidade, custos e prazos definidos conjuntamente.
"Esse acordo representa um passo importante na construção de modelos de restauração em larga escala, com base científica e governança robusta. O IPÊ é um aliado estratégico nessa jornada, contribuindo para unir conservação, geração de renda e valorização da floresta em pé", afirma Marcelo Haddad da FutureClimate.
"A atuação junto à FutureClimate poderá ampliar nossa capacidade de levar a restauração a uma nova escala no Sistema Cantareira, inicialmente, e, quem sabe, outros territórios, conectando ciência, comunidades e soluções de financiamento que tornam essa agenda viável e duradoura", destaca Eduardo Ditt, diretor-executivo do IPÊ.
Para além das metas de restauração, a parceria simboliza uma nova etapa na integração entre o conhecimento técnico-científico e os instrumentos de finanças sustentáveis — um modelo que busca gerar impacto climático, ambiental e social de alta integridade.
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