
O mercado de fusões e aquisições segue aquecido em 2025. De acordo com o relatório mensal da TTR Data referente a agosto, o Brasil registrou 1.142 transações nos primeiros oito meses do ano, movimentando mais de R$ 180 bilhões. Esse avanço reforça uma tendência já observada no setor: empresas mais organizadas e com maior maturidade operacional têm conseguido não apenas atrair mais compradores, mas também alcançar melhores condições de negociação.
A preparação para a venda de empresas, antes vista como secundária, tem ganhado protagonismo nesse cenário dinâmico. Segundo o especialista em M&A e estratégia empresarial Lucas Mendes, essa etapa prévia — ainda pouco explorada por muitos empresários — pode elevar significativamente o valor percebido pelos compradores e reduzir riscos ao longo da negociação.
Mendes destaca que, muitas vezes, empreendedores buscam vender seus negócios apenas quando surge um interessado, sem estruturar os pilares essenciais da empresa. No entanto, o mercado tem mostrado que empresas preparadas chegam a obter ganhos expressivos de valuation.
“A preparação adequada reduz incertezas, melhora a previsibilidade dos resultados e deixa a empresa menos dependente do dono. Esses fatores são determinantes para elevar o valor final da transação”, afirma.
Entre os pilares fundamentais desse processo estão:
• Finanças estruturadas: demonstrações claras, fluxo de caixa previsível e indicadores acompanhados aumentam a confiança do investidor.
• Governança e compliance: práticas formais, controles internos e aderência regulatória reduzem riscos jurídicos e operacionais.
• Tecnologia e inteligência artificial: automações e sistemas integrados ampliam produtividade e demonstram maturidade operacional.
• Valuation profissional: metodologia robusta traz transparência e fundamenta expectativas realistas de preço.
• Processos independentes do dono: operações que funcionam sem a presença constante do fundador tendem a valer mais e atrair compradores estratégicos.
O especialista reforça que, em um mercado cada vez mais competitivo e orientado por dados, compradores buscam empresas com previsibilidade, capacidade de escala e riscos controlados. “O preparo não é um diferencial, é um requisito para quem deseja vender bem”, complementa Mendes.
Atenta a esse movimento, a Helping Hand lançou um programa estruturado de preparação para empresários que planejam vender seus negócios. A iniciativa tem como objetivo apoiar empreendedores na organização dos pilares críticos antes de entrar no mercado — não com caráter comercial direto, mas como contribuição para o amadurecimento do ecossistema de M&A no Brasil.
“A profissionalização do processo de venda é um movimento natural. Quanto mais preparados os empresários estiverem, maiores serão as chances de transações bem-sucedidas e de negócios mais valorizados”, conclui Lucas.
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