Segunda, 12 de Janeiro de 2026
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Distúrbios do sono elevam demanda por polissonografia

Com 72% dos brasileiros afetados por transtornos do sono, a procura pelo exame de referência para diagnóstico registra filas de espera em diferente...

12/01/2026 às 12h10
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem de Freepik
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A privação de sono pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, demências, diabetes, transtornos metabólicos e comprometimento do sistema imunológico, de acordo com a Academia Brasileira do Sono (ABS). Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz divulgado pelo Jornal da USP, cerca de 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono.

A polissonografia é o exame referência para diagnosticar distúrbios do sono. Um levantamento feito, em 2023, pelo portal de notícias g1, com dados das secretarias de saúde dos estados e do Distrito Federal, apontou que ao menos 12.584 brasileiros aguardavam para realizar o exame — número possivelmente subnotificado, já que 16 estados não forneceram os dados ou informaram não realizar o procedimento na rede estadual.

O Dr. Cristiano Augusto, médico, neurologista e especialista em medicina do sono no Instituto Medicina em Foco, afirma que nos últimos anos houve um crescimento expressivo na procura por polissonografia, especialmente em grandes centros como São Paulo.

"Isso ocorre por três motivos principais. O impacto do estresse crônico urbano, que piora insônia, apneia e distúrbios do ritmo circadiano, a maior conscientização médica e do público sobre os riscos da apneia do sono, e o acesso ampliado à tecnologia diagnóstica", avalia o especialista.

O neurologista explica que a polissonografia permanece como o padrão-ouro — método mais confiável disponível — para diagnóstico dos distúrbios do sono, porque é o único exame capaz de avaliar simultaneamente respiração, atividade cerebral, oxigenação, esforço respiratório, movimentos, frequência cardíaca e arquitetura do sono.

"Enquanto outros testes são rastreadores, a polissonografia identifica nuances que mudam completamente o tratamento, como microdespertares, dessaturações silenciosas e distúrbios motores que muitas vezes passam despercebidos em avaliações mais simples", detalha o profissional.

Indicadores clínicos para encaminhamento imediato

Segundo o Dr. Cristiano Augusto, os sinais que exigem encaminhamento imediato para o exame são ronco alto com pausas respiratórias observadas, sonolência diurna incapacitante, hipertensão de difícil controle, arritmias, diabetes mal compensado, obesidade moderada a grave, cefaleias matinais persistentes, histórico de acidentes relacionados ao sono, crises convulsivas noturnas e distúrbios motores.

"A ausência de diagnóstico adequado é um dos maiores responsáveis pelo sub-registro epidemiológico no país. Muitos pacientes passam anos com sintomas que evoluem silenciosamente para quadros moderados ou graves, incluindo hipertensão resistente, arritmias, queda da performance cognitiva e aumento do risco metabólico. Quando a polissonografia não é realizada no momento certo, o impacto clínico e social é muito maior", ressalta o médico.

Correlação entre obesidade e apneia do sono

De acordo com o Dr. Cristiano Augusto, o excesso de peso é um dos principais determinantes da apneia obstrutiva do sono. Para ele, a relação é bidirecional: "a apneia piora o controle metabólico, favorece ganho de peso e reduz a disposição para atividades físicas, enquanto a obesidade agrava o colabamento da via aérea durante a noite".

O impacto metabólico também é expressivo. De acordo com o especialista, a fragmentação crônica do sono aumenta o cortisol, resistência insulínica e inflamação sistêmica, acelerando a progressão para diabetes tipo 2, síndrome metabólica e hipertensão arterial.

O cirurgião bariátrico Dr. Rodrigo Barbosa, fundador do Instituto Medicina em Foco, reforça a importância dessa integração diagnóstica. "Grande parte dos pacientes com obesidade convive com apneia sem saber. Quando identificamos e tratamos os dois problemas em conjunto, o resultado clínico é muito mais rápido e consistente. Sono reparador e controle metabólico caminham lado a lado", afirma.

Ele reforça que, no Instituto Medicina em Foco, o atendimento conecta bariatria, distúrbios respiratórios e medicina do sono, permitindo diagnóstico ágil e abordagem interdisciplinar — desde ajustes clínicos e nutricionais até cirurgia metabólica quando indicada.

Polissonografia em São Paulo 

"Para quem busca polissonografia em São Paulo e quer saber onde fazer, o Instituto Medicina em Foco estruturou um serviço especializado. O exame pode ser realizado com agenda contínua, equipe profissional e laudos emitidos por especialistas em neurologia, geriatria e gastrocirurgia", comenta Rodrigo.

O modelo de atendimento funciona em formato de circuito: o paciente é avaliado, realiza a polissonografia e recebe uma orientação inicial logo após o exame. "Essa abordagem busca reduzir o tempo entre a suspeita clínica, o diagnóstico e o início do tratamento — ponto crítico para evitar a progressão de distúrbios como apneia do sono, insônia e alterações do ritmo circadiano", explica.

Dr. Cristiano Augusto reforça a importância dessa agilidade diagnóstica. "Atualmente, a maior parte dos casos de apneia permanece sem diagnóstico e o objetivo é justamente romper esse ciclo. Ao oferecer exame no mesmo dia, laudo e acompanhamento por profissionais especializados, o objetivo é devolver ao paciente vida com energia, recuperação adequada e sono reparador".

Para mais informações, basta acessar: emfoco.med.br/

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