Segunda, 19 de Janeiro de 2026
Polícia RESPOSTA RÁPIDA

Segundo envolvido na morte de Murilo morre em troca de tiros com a Força Tática em Cáceres

Adylson Duarte do Nascimento, de 16 anos, resistiu à prisão no bairro Jardim Imperial; trio responsável pela barbárie contra criança de 14 anos está fora de circulação.

19/01/2026 às 14h32
Por: Redação Fonte: Cáceres Notícias
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A caçada ao segundo executor do adolescente Murilo Pessoa Teixeira terminou em morte na tarde deste domingo (18). Adylson Duarte do Nascimento, de 16 anos, foi localizado por equipes da Força Tática na Rua Málaga, bairro Jardim Imperial. Segundo informações oficiais, ao ser abordado, o suspeito investiu contra os policiais, que revidaram a agressão. Adylson morreu no local antes de receber socorro médico.

Desde o homicídio brutal na tarde de sábado (17), todas as unidades do 6º BPM, incluindo Força Tática e ROTAM, realizavam patrulhamento ininterrupto para localizar o segundo indivíduo que invadiu a residência na Rua dos Crisântemos. Adylson era apontado como o comparsa que acompanhava o menor V.M.G. de 17 anos que foi hospitalizado após linchamento por populares e familiares após a execução que vitimou Murilo por erro de alvo.

Com a morte de Adylson, as forças de segurança encerram o ciclo de prisões e capturas dos principais envolvidos na morte do adolescente Murilo Pessoa Teixeira.

Ainda no sábado (17) foram apreendidos V. M.G. (17 anos) com passagens por homicídio, posse de arma, ameaça e invasão de domicílio, que é apontado pelas forças de segurança como um indivíduo de altíssima periculosidade e reincidência contumaz. A ex-namorada do irmão da vítima e mentora intelectual, H.I.S.T. (17 anos) que confessou o crime e revelou a logística da facção também foi apreendida.

Em depoimento à Polícia Civil, a adolescente H.I.S.T. detalhou como a facção criminosa opera em Cáceres. Ela confessou que atuava na logística do grupo, sendo responsável pela locação de imóveis e aquisição de veículos para os ataques. A jovem alegou que era obrigada a colaborar por ser considerada "esposa" de um membro de facção rival, usando o fornecimento de informações sobre o paradeiro de Danilo (irmão de Murilo) como moeda de troca por sua própria vida.

A morte de Adylson traz um sentimento ambíguo à população de Cáceres. Se por um lado há o alívio pela resposta rápida do Estado, por outro, a cidade reflete sobre a idade dos envolvidos, todos menores de 18 anos e o nível de periculosidade imposto pelo crime organizado.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC) esteve no local do confronto para os procedimentos de praxe. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

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