Terça, 17 de Fevereiro de 2026
Política “DESRESPEITO”

Justiça multa Pedro Taques por descumprir decisão e manter ataques a filho de Mauro Mendes

Ex-governador deverá pagar R$ 4 mil por publicações em redes sociais que sugeriam crimes sem provas; juíza elevou multa para R$ 5 mil em caso de reincidência.

12/02/2026 às 17h26
Por: Redação Fonte: Repórter MT
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Foto: Reprodução
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A Justiça de Mato Grosso aplicou uma penalidade ao ex-governador Pedro Taques (PSB) por divulgar informações falsas contra o empresário Luis Mendes, filho do Governador Mauro Mendes (União Brasil), em desrespeito a uma determinação judicial anterior.

A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 10ª Vara Cível de Cuiabá, considerou que Taques descumpriu uma liminar que o proibia de publicar acusações sem provas contra Mendes, ao veicular vídeos nas redes sociais nos dias 3 de dezembro de 2025 e 29 de janeiro de 2026 insinuando a existência de investigações e condutas criminosas contra o empresário, sem citar números de inquérito ou apresentar qualquer evidência oficial.

Segundo a magistrada, a repercussão dos posts e a tentativa de “burlar” a decisão judicial configuraram reincidência e desrespeito à ordem judicial. A juíza destacou que, apesar de o ex-governador ter usado termos que não citavam diretamente o nome de Luis Mendes, o contexto permitia a identificação imediata do alvo das acusações.

Como punição, Taques foi multado em R$ 2 mil por cada postagem irregular. Além disso, a juíza aumentou o valor da multa para R$ 5 mil por postagem em caso de novas infrações e advertiu que futuras violações poderão caracterizar crime de desobediência ou ato atentatório à dignidade da Justiça, podendo resultar na suspensão temporária de seus perfis nas redes sociais.

O processo está relacionado a questionamentos sobre a legalidade de pagamentos estaduais no âmbito da recuperação judicial da operadora Oi, assunto defendido pelo governador Mauro Mendes como tecnicamente correto e judicialmente validado. O governo estadual tem classificado as lideranças oposicionistas que criticam a operação, incluindo Taques, como agentes de desinformação e com “má-fé processual”.

 

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