
O setor de alimentação fora do lar encerrou o primeiro semestre de 2025 com saldo positivo de empregos em todas as regiões do país. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o perfil das contratações revela duas tendências marcantes: a forte presença feminina e a predominância de jovens em início de carreira, que encontram no segmento uma porta de entrada para o mercado formal.
Entre os estados, o maior destaque foi São Paulo, com 10.129 novos empregos, número que sozinho corresponde a quase um terço das 33 mil vagas criadas em todo o país. O desempenho paulista foi quase três vezes maior que o do segundo colocado, o Rio de Janeiro, que registrou 3.000 admissões. Outros estados também tiveram resultados relevantes, como o Paraná (2.024), o Distrito Federal (1.843) e a Bahia (1.520).
“Os resultados ressaltam o potencial do setor de alimentação fora do lar como gerador de empregos em diferentes contextos estaduais. Mais do que números, essas contratações expressam a vocação do segmento para abrir portas, oferecer oportunidades e transformar trajetórias de vida”
, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Mulheres e jovens puxam as contratações
Quando consideradas as admissões feitas durante o semestre, o levantamento evidencia a forte presença das mulheres no setor. Em estados como Bahia, São Paulo e Paraná, mais da metade do saldo de contratações foi feminino. Na Bahia, 60% das vagas criadas no semestre foram ocupadas por mulheres, o mesmo percentual observado em São Paulo. Já no Paraná, 62% das admissões foram de trabalhadoras.
A análise por faixa etária, por sua vez, reforça a centralidade da juventude na composição da mão de obra do setor. Em todos os estados, os trabalhadores de 18 a 24 anos concentraram a maior parte das admissões. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, por exemplo, esse grupo respondeu por 34% das vagas. No Distrito Federal o número é ainda maior, com 39% dos contratados sendo jovens.
Retrato do mercado por regiões
Nos recortes regionais, o Sudeste consolidou-se como principal polo empregador, com São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais somando juntos mais de 15 mil novas vagas. O Nordeste aparece em segundo lugar, com mais de 5 mil empregos gerados, com destaque para os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará, que juntos responderam por 67% das vagas na região.
Para além dos números, Paulo Solmucci ressalta que os dados revelam um traço que caracteriza bares e restaurantes em todo o país: a capacidade de gerar oportunidades inclusivas em diferentes contextos e localidades. Jovens em busca da primeira experiência, mulheres que buscam autonomia e trabalhadores que desejam recomeçar encontram no setor um espaço de crescimento.
“Esses resultados reafirmam que bares e restaurantes são um dos grandes motores do emprego no Brasil. O setor não apenas gera renda, mas promove inclusão social ao dar oportunidade para quem está começando, para quem busca independência e também para quem precisa recomeçar. É um papel que nos orgulha e mostra a importância de fortalecer esse mercado em todo o país”
, conclui Solmucci.
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