
O mercado floral brasileiro entrou em 2025 com expectativa de crescimento e ajustes operacionais. A ampliação da demanda em datas sazonais, eventos e canais digitais convive com desafios estruturais, entre eles a escassez de mão de obra qualificada na produção, colheita e pós-colheita. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), essa limitação é um dos fatores que podem conter parte do potencial de expansão no ano.
Entre as alternativas citadas por entidades do setor para mitigar o déficit de profissionais, estão capacitações de curta duração e formação em serviço em viveiros/centrais de distribuição, inclusive por meio de redes de ensino profissional rural, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), além de parcerias locais com foco em operações de campo e pós-colheita. Essas iniciativas são apontadas como caminhos para ampliar a disponibilidade de equipes e reduzir curvas de adaptação em períodos de maior demanda.
A necessidade de capacitação técnica e padronização de processos aparece de forma recorrente nas avaliações setoriais. Diagnósticos conduzidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) e Instituto Brasileiro de Floricultura (IBRAFLOR) destacam que a profissionalização da cadeia e a melhoria da produtividade seguem como prioridades para produtores e atacadistas, com impacto direto na qualidade, regularidade de oferta e formação de preços.
Publicações técnicas recomendam padronização de processos de pós-colheita — colheita, hidratação, resfriamento, classificação e manuseio — para manter a qualidade comercial e reduzir perdas ao longo da cadeia. Orientações de referência descrevem rotinas específicas e sequência de procedimentos com esse objetivo, além de destacar a importância da difusão dessas práticas na rede de comercialização.
Nos canais, o e-commerce consolida participação ao lado de supermercados, floriculturas e vendas corporativas. Projeções de entidades do varejo digital, como a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), indicam avanço do comércio eletrônico no país, favorecendo categorias com conveniência de compra e entrega programada de flores e arranjos.
Com o avanço do comércio eletrônico no país, a integração entre pedidos digitais, atacado e varejo demanda ajustes logísticos, como planejamento para datas de pico, níveis de serviço para entrega e adequação de embalagens ao transporte urbano, a fim de preservar a integridade do produto até o cliente final. Estudos sobre logística de flores e projeções de e-commerce indicam a necessidade de coordenação entre canais para atender prazos e volumes sazonais.
Na ponta do consumo, empresas que atendem cerimônias e rituais de despedida acompanham o movimento do setor, com adaptações em escala e prazos em datas de maior demanda. A Coroa de Flores Nobre atua nesse mercado com fornecimento de coroas de flores para velório, inclusive em contextos institucionais. Para Yuri Henrique, fundador e CEO, "a disponibilidade de mão de obra treinada e a logística urbana permanecem determinantes para manter prazos e qualidade em períodos de maior demanda".
Para 2025, Jorge Possato Teixeira, presidente do IBRAFLOR, projeta crescimento de 6% a 8% para o setor, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), em parceria com o IBRAFLOR, indicam qualificação de mão de obra e produtividade como prioridades, enquanto a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) prevê avanço do e-commerce, referência para decisões de planejamento de canais e logística.
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