Quinta, 29 de Outubro de 2026
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Educação ganha espaço entre os benefícios corporativos

Levantamento da Robert Half mostra que o incentivo à educação está entre os auxílios mais valorizados pelos profissionais, mas fora da lista dos mais oferecidos. Poliana Ribeiro, líder de novos negócios do eduhub, analisa o avanço desse benefício ...

29/10/2026 às 12h03
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem do Magnific/wayhomestudio
Imagem do Magnific/wayhomestudio

O incentivo à educação figura entre os dez benefícios corporativos mais valorizados pelos profissionais brasileiros, mas não aparece entre os dez mais concedidos pelas empresas. O descompasso foi identificado na 7ª edição da Pesquisa de Benefícios da Robert Half, divulgada em junho de 2026, que ouviu 752 lideranças e profissionais empregados. Segundo o estudo, 77% dos trabalhadores defendem ajustes nos pacotes para acompanhar as transformações do mercado de trabalho, e 86% levam em conta iniciativas voltadas à família, como o apoio educacional, ao avaliar uma proposta de emprego.

Para Poliana Ribeiro, líder de novos negócios do eduhub, plataforma de benefício educacional corporativo, o cenário revela uma mudança na forma como as organizações enxergam o próprio pacote de vantagens. "As empresas estão buscando benefícios que vão além das necessidades imediatas e geram valor real para os colaboradores. Nesse cenário, a educação ganha espaço por contribuir para o desenvolvimento profissional, a qualidade de vida e a valorização dos talentos", avalia.

Formação como fator de permanência

A relação entre qualificação e vínculo com o empregador ocupa posição central nesse debate. De acordo com a executiva, o impacto se distribui entre os dois lados da relação de trabalho. "O acesso à educação permite que os colaboradores desenvolvam novas habilidades, ampliem suas oportunidades de carreira e se mantenham atualizados. Para as empresas, isso representa equipes mais qualificadas, maior engajamento e um diferencial competitivo na atração e retenção de talentos", afirma.

Outro aspecto apontado pela executiva é a capacidade desse tipo de benefício de se adaptar às diferentes etapas da trajetória de cada profissional e de alcançar quem convive com ele. "As necessidades educacionais mudam ao longo da vida. Um colaborador pode buscar uma graduação, uma especialização ou um curso de idiomas, enquanto seus dependentes podem se beneficiar de escolas, por exemplo. Estender o benefício à família amplia seu impacto e fortalece o vínculo entre empresa e colaborador", observa.

Rede ampla e escolha individual

O modelo do eduhub, segundo a empresa, reúne em uma única solução mais de 15 mil opções entre cursos, escolas e faculdades distribuídas pelo Brasil. A rede abrange graduação, pós-graduação, idiomas, educação básica, cursos técnicos e profissionalizantes, e o benefício é estendido a todos os colaboradores da companhia contratante e a seus dependentes, incluindo filhos em idade escolar. Cada pessoa escolhe a instituição e o curso que pretende realizar, e a proposta declarada pela companhia é ampliar o acesso à formação com condições especiais em diferentes níveis de ensino.

"O eduhub conecta empresas a uma rede de mais de 15 mil cursos, escolas e faculdades, com descontos de até 85% nas mensalidades. A diversidade de instituições, modalidades e níveis de ensino permite atender colaboradores de diferentes perfis, interesses e momentos de vida", detalha a líder de novos negócios da empresa.

A operação do benefício dentro das empresas é outro ponto sensível para as áreas de gestão de pessoas, que precisam equilibrar novas ofertas com a estrutura já existente. "Um dos principais desafios do RH é implementar novos benefícios sem aumentar a complexidade operacional. O eduhub elimina essa barreira com um modelo simples, que dispensa descontos em folha e a intermediação de pagamentos pela empresa, já que o colaborador paga diretamente à instituição de ensino. Além disso, oferece implementação rápida e relatórios mensais, garantindo praticidade e controle para o RH", explica.

Perspectivas para os pacotes

A demanda por atualização profissional tende a pressionar as políticas corporativas nos próximos anos. O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que 39% das habilidades atuais dos trabalhadores serão transformadas ou ficarão desatualizadas entre 2025 e 2030. O relatório calcula ainda que, se a força de trabalho global fosse formada por cem pessoas, 59 precisariam de algum tipo de capacitação até o fim da década.

Nesse contexto, Poliana Ribeiro projeta uma transformação na composição dos benefícios. "A tendência é que os benefícios corporativos sejam cada vez mais flexíveis, personalizados e conectados às necessidades dos colaboradores. A educação deve ganhar protagonismo por combinar desenvolvimento profissional, impacto familiar e valorização dos talentos, especialmente por meio de soluções acessíveis e de fácil implementação", conclui.

A distância entre o que os profissionais valorizam e o que as empresas oferecem indica que a educação ainda tem presença limitada nos pacotes corporativos, mesmo com a crescente necessidade de requalificação apontada por estudos internacionais. O levantamento da Robert Half mostra também que 79% dos trabalhadores não podem escolher os incentivos mais adequados à própria realidade, dado que sinaliza margem para modelos mais personalizados e capazes de atender colaboradores e famílias em diferentes fases da vida.

Para mais informações, basta acessar: https://www.eduhub.com.br/

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