
Uma pesquisa realizada em 2025 pelo DataSenado, em parceria com a Nexus e o Observatório da Mulher contra a Violência, indica que 46% das mulheres que sofreram violência doméstica relataram prejuízos em seu trabalho remunerado, e 17% foram pressionadas a abandonar o emprego ou os estudos. Os resultados evidenciam a necessidade de que empresas e instituições públicas adotem políticas de prevenção e apoio que considerem o impacto da violência no ambiente de trabalho.
O levantamento, intitulado Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher de 2025, coletou respostas de milhares de mulheres em todo o país. Além dos efeitos sobre a renda, os dados apontam consequências para a saúde, a segurança e a autonomia financeira das vítimas, bem como para o clima organizacional das empresas onde atuam.
"Quando uma organização amadurece na pauta da gestão das relações e da valorização do colaborador, entende que a violência doméstica também atravessa o ambiente", afirma Ana Addobbati, fundadora e CEO da Livre de Assédio, organização criada em 2017 para prevenir assédio e discriminação. Ela destaca a importância de capacitar lideranças e profissionais de recursos humanos para identificar situações de risco, oferecer acolhimento sem julgamento e orientar as vítimas sobre caminhos seguros.
A Livre de Assédio tem ampliado sua atuação em empresas de diferentes setores. No Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, lançou um programa de prevenção ao assédio e proteção às mulheres, apresentado nas celebrações do Dia do Servidor Público. Em 2026, o Instituto Natura e a Avon iniciaram um treinamento que começou com 650 líderes de vendas e deve alcançar cerca de 5 mil multiplicadoras, visando apoiar mulheres em situação de violência.
Na Suzano, a organização desenvolveu um canal de acolhimento gratuito, sigiloso e disponível 24 horas para colaboradores e dependentes em situação de violência de gênero ou doméstica. A Vale contribuiu para a elaboração de protocolos e oferece um canal de apoio com escuta, orientação jurídica e suporte emocional. A Neoenergia preparou seu setor de recursos humanos para atuar de forma estruturada, e o Banco do Brasil firmou, em outubro de 2026, um acordo com o Conselho Nacional de Procuradores‑Gerais do Ministério Público para fortalecer a prevenção, a capacitação de funcionários e o encaminhamento de mulheres à rede de proteção.
Essas iniciativas refletem um movimento crescente de empresas tradicionalmente masculinizadas que passam a investir em infraestrutura de apoio, além de campanhas de conscientização. Addobbati ressalta a importância de envolver homens como aliados, proporcionando ferramentas que permitam a todos os líderes atuar de forma pragmática na causa da prevenção da violência contra a mulher.
Economia Mondial é a marca de Air Fryer vencedora do Top of Mind 2026
Economia Bares e restaurantes são o 2º setor que mais contrata jovens
Economia GM Tendas Galpões instala galpões lonados na COP15
Economia Future Climate abre a conta de restaurar 12 mil hectares
Economia Educação ganha espaço entre os benefícios corporativos
Economia PagEdu oferece crédito para escolas investirem em estrutura
Economia Estudo pode padronizar medição da pressão nas farmácias Economia Rede de mercado autônomo do Brasil atinge 70 lojas no México A rede brasileira de mercados autônomos Easy Market, que tem mais de 1.550 unidades no Brasil, atingiu 70 lojas no México com a marca Fast Market. As unidades ficam principalmente dentro de empresas, em cidades como Cidade do México, Monterrey e G...
Economia Assédio eleitoral persiste após as eleições