
A Portaria Nº 18.974/2024 da Polícia Federal está acelerando a modernização dos sistemas de segurança nas agências bancárias pelo país. Entre as exigências, estão a atualização dos sistemas de CFTV para tecnologia IP e a implementação de reconhecimento facial, medidas que reforçam a proteção de clientes, funcionários e do patrimônio das instituições financeiras. A nova regra ainda exige a implementação de alarmes e o armazenamento das imagens por, no mínimo, 60 dias.
Na avaliação do especialista em soluções de segurança integrada, Rogério Camargo, CEO da Alarmtek, a nova regra evidencia a tecnologia como um pilar da segurança de instituições financeiras, entre outros setores. "A portaria mostra que a segurança bancária não depende apenas de procedimentos internos, mas de soluções tecnológicas avançadas. Sistemas integrados de CFTV, reconhecimento facial e alarmes inteligentes passam a ser instrumentos essenciais de autodefesa e prevenção de incidentes", elabora.
Como os bancos estão se adequando às novas regras
Há algum tempo, as instituições bancárias entenderam que o investimento em segurança eletrônica era essencial para a proteção do patrimônio, dos colaboradores e clientes. Contudo, o decreto da Polícia Federal estabelece critérios mínimos para alcançar o nível de respaldo técnico necessário para garantir a segurança das agências. Com isso, muitas instituições passaram por um processo de modernização e adequação às exigências legais. O especialista em segurança compartilha que, recentemente, a Alarmtek participou de um projeto para mais de 300 agências bancárias brasileiras.
O projeto de modernização incluiu a instalação de câmeras IP de alta resolução com recursos de Wide Dynamic Range (WDR) e infravermelho, garantindo imagens nítidas mesmo em ambientes com iluminação desafiadora. Todo o sistema foi integrado a Network Video Recorders (NVRs) com capacidade para armazenamento contínuo de imagens por 60 dias, conforme exigência da portaria. Além disso, o software de gerenciamento permite monitoramento em tempo real, reprodução de gravações e análise avançada, incluindo reconhecimento facial para identificação de indivíduos em situações de risco.
Segundo Camargo, todos os componentes e softwares foram selecionados para funcionar de forma 100% compatível, sem necessidade de licenças adicionais, e com APIs abertas para integração com sistemas de segurança já existentes nas agências. "Isso é importante porque, além de mais segurança, garantimos um melhor custo-benefício e retorno sobre o investimento. Para tal, unimos as soluções de segurança eletrônica da Alarmtek com as tecnologias oferecidas pela Intelbras, uma das principais empresas de tecnologia do Brasil e nossa parceira estratégica no desenvolvimento de sistemas avançados de monitoramento e proteção para redes bancárias", destaca.
"Para o futuro, a tendência é que a segurança eletrônica assuma cada vez mais papel central em diversos setores da economia, do varejo às instituições bancárias. Nesse contexto, a legislação é fundamental para garantir o cumprimento de padrões mínimos, assegurando eficácia, confiabilidade e cibersegurança. Com isso, o setor de segurança eletrônica se fortalece por meio da formalização e do incentivo às melhores práticas e fornecedores, enquanto a sociedade passa a contar com sistemas mais eficientes no combate à criminalidade", completa Camargo.
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